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Sábado, 19 de Maio de 2012  

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Oídio da Vinha

O oídio é uma doença criptogâmica que se desenvolve à superfície dos órgãos verdes da videira, devido ao fungo Unicola necator. Trata-se de uma doença grave contra a qual convém actuar fundamentalmente de forma preventiva ou controlar desde o seu aparecimento.

Sintomas da doença
Na Primavera e durante a vegetação: na época de rebentação, o fungo desenvolve-se e contamina os órgãos verdes. Observa-se então um leve frizado nos bordos das folhas e a formação com um tom cinzento pálido. Com o desenvolvimento da vegetação, o aspecto encarquilhado e intumescido das folhas acentua-se; os seus bordos levantam-se em forma de "telhas" na parte superior, enquanto que uma poeira cinzenta esbranquiçada invade todo o limbo. Se o ataque do oídio for muito precoce podem aparecer rebentos completamente esbranquiçados. Nos sarmentos também se forma a mesma poeira acinzentada. Se as flores forem afectadas podem secar e cair. Os bagos, por seu lado, cobrem-se de poeira esbranquiçada; a pele endurece, fendilha e acaba por estalar.
No Outono e durante o Inverno: podem observar-se manchas nas varas.

Prejuízos devidos ao Oídio
Os prejuízos mais graves verificam-se nos cachos: os bagos pequenos secam e caiem. Num estado mais avançado, dá-se o fendilhamento da película dos bagos permitindo o aparecimento de podridão e de bolores. Quando, na vindima, se verifica a presença de cachos com oídio, observa-se uma alteração negativa na qualidade dos vinhos. Esta doença diminui de forma significativa a produtividade e, em certos casos bastante graves, pode destruí-la totalmente.

Biologia do fungo
Ciclo biológico - O fungo conserva-se de um ano para o outro principalmente sob a forma de filamentos miceliais entre as escamas dos botões e, ainda sob a forma de cleistotecas, na face inferior das folhas ou nos sarmentos.
Na primavera, os filamentos encerrados nos botões desenvolvem-se. Proliferam à superficie dos orgãos verdes, parasitando-os por intermédio dos haustórios (sugadores). As cleistotecas abrem e libertam os ascos, pequenos sacos cheios de esporos. Estes, germinam e asseguram também a contaminação. Os filamentos proliferam e emitem conídios, cobrindo a superficie contaminada com uma feltragem e de poeira cinzenta esbranquiçada característica.
 

Factores favoráveis ao desenvolvimento do Oídio
O fungo desenvolve-se desde que a temperatura atinja 10º a 12ºC, situando-se a temperatura óptima à volta de 25ºC. Um ambiente quente e húmido e um tempo encoberto são favoráveis ao desenvolvimento do oídio; a precipitação no Verão, bem como as noites frecas com orvalho, e nevoeiros matinais, são propícias à intensificação da doença.

 
 
 
Bagos empoeirados: a epiderme está coberta de filamentos e de frutificações do fungo.   Forte ataque de oídio nas folhas e varas.   Cacho com os bagos fendilhados, resultado de um forte ataque de oídio. Permite a entrada de Botrystis e de bolores.   Pormenor do fendilhamento dos bagos resultado de um forte ataque de óidio. Permite a entrada de Botrytis e de bolores.
 

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Prejuízos devido ao Oídio
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Factores favoráveis ao Oídio





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